Projeto de Sonorização – Paróquia Cristo Redentor – Taguatinga – DF

PROJETO DE SONORIZAÇÃO DA PARÓQUIA CRISTO REDENTOR – TAGUATINGA – DF
Antes de falar sobre o sistema de som em si, foi dada especial atenção às características acústicas da Capela Maior.
Foi verificado que seu tempo de reverberação é excessivo devido ao grande volume interno e ao baixo coeficiente de absorção das superfícies. Essa é uma característica preponderante para a grande perda de inteligibilidade que se pode verificar.Vejamos agora os resultados obtidos através de medições no local:

rt60

Frequência(Hz)

 

 

A solução ideal para isso é a realização de um tratamento acústico das superfícies de modo a aumentar o coeficiente de absorção das mesmas.
O gráfico abaixo indica o tempo de reverberação ótimo para cada volume de ambiente e sua aplicação:
tempo x volume
FONTE: Áudio: Engenharia e sistemas – Luiz Fernando O. Cysne

 

Conclui-se que para o ambiente em tela, com um volume interno de aproximadamente 7.500 metros cúbicos, se quisermos reproduzir música e voz, procuramos um tempo de reverberação médio que poderia ser a média entre “música de igreja” e “auditório” no gráfico. O resultado seria aproximadamente 1,5 segundo em 500 Hz, que é a banda de freqüência padrão para este tipo de análise. Porém, tentar baixar o tempo de 4,6 segundos para 1,5 implicaria em utilizar uma quantidade enorme de material absorvente e conseqüentemente muito mais dinheiro, além de descaracterizar o projeto visual do templo.
Uma solução empregada na maioria dos projetos dessa natureza é o emprego de caixas acústicas de alta diretividade apontadas diretamente para a audiência. Dessa maneira, a quantidade de energia que a caixa projeta nas superfícies do ambiente onde não há público, como paredes e teto, é mínima, aliado ao fato de que a primeira superfície que o som encontra ao sair da caixa é formada por pessoas na sua maioria. O corpo das pessoas age como um absorvente sonoro e, dessa forma, o som que reflete dos corpos para as outras superfícies do recinto é atenuado, reduzindo ainda mais a quantidade de energia sonora no ambiente, diminuindo satisfatoriamente a sensação de reverberação e aumentando consideravelmente a inteligibilidade.
AS CAIXAS BOSE MA 12

As caixas acústicas propostas para esse projeto são as MA12 da fabricante norte-americana Bose, marca conhecida mundialmente. As caixas constituem-se de um sistema line array,utilizado inclusive na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Diferencia-se dos demais tipos de caixas por não propagar som acima e abaixo de sua própria altura de 1 metro, sob certos limites, enquanto sua cobertura horizontal é de aproximadamente 160 graus, suficiente para cobrir uma grande área lateral. Isso implica em que as caixas sejam instaladas rigorosamente na mesma altura dos ouvintes de modo que sua base fique a aproximadamente 1,20m do piso, altura dos ouvidos para uma pessoa sentada, e o topo a 2,20m, considerando uma pessoa alta de pé.
Outra característica importante desse sistema é que, por não propagar som verticalmente, a diferença de volume entre o ouvinte mais próximo e o mais afastado é a metade dos sistemas convencionais. O som não precisa estar tão alto na frente para que os ouvintes afastados ouçam bem. Algumas caixas pequenas, as JBL Control 1,  serão instaladas em pequenas áreas não cobertas pelas MA 12.